O governo do Zimbabué negou as alegações de que está a dar preferência aos compradores de diamantes da Bielorrússia na venda das suas pedras oriundas dos campos de Marange, anteriormente denominados pelos Processos de Kimberley como diamantes de origem pouco fidedigna, dados os conflitos e violência ocorridos na região.
O gerente da Minerals Marketing Corporation of Zimbabwe (MMCZ), Tongai Muzenda, afirmou que os leilões de diamantes foram abertos a todos os compradores interessados, acrescentando que “não há só empresas da Bielorrússia a participar nos leilões, a maioria das empresas que participam são do Dubai, Antuérpia (Bélgica) e Índia”.
Muzenda afirmou ainda que outros compradores de diamantes são da África do Sul, Botsuana e vários países europeus.
“Existem três players atualmente a minerar e a comercializar diamantes no Zimbabué, que são a Zimbabwe Consolidated Diamond Company (ZCDC), a Anjin e a Murowa Diamonds, que são companhias privadas do setor”, disse o gerente.
Tongai Muzenda disse também que “no caso da Murowa Diamons todos os diamantes vão para Antuérpia, mas com as outras empresas vamos a leilões”.
O ZCDC tem neste momento um alargado stock de produto bruto, enquanto trabalha uma solução para voltar ao mercado, sendo que esta companhia é a maior produtora de diamantes do Zimbabué.
Segundo o Rough & Polished, o país tem como meta produzir cinco milhões de quilates de diamantes este ano, com o objetivo de superar os 4 milhões de quilates produzidos em 2021.



